Senhor “Splasy Pants”

Em divertidos e rápidos 4 minutos, Alexis Ohanian, um dos criadores do Reddit.com conta a fábula real de uma baleia jubarte que se torna estrela da Web.

O vídeo reforça algumas idéias básicas sobre mídias sociais:

  • Seja genuíno, honesto;
  • Não tenha medo de perder o controle sobre a mensagem (na maioria das vezes é a melhor coisa que pode acontecer);
  • Não se leve tão a sério.

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Nas nuvens…

Esta imagem também está nas nuvens...

Imagem tirada do Flickr, ou seja, também está nas nuvens...

Ainda lembro de quando era criança e, pela primeira vez, recebi a chave de casa. Um divisor de águas.

A partir daquele momento, eu alcançava na prática meu direito de ir vir. Aos dez anos tinha independência para sair e entrar de casa por conta própria, a qualquer momento. Tornei-me um genuíno adulto pré-adolescente.

Ok, beleza, era tudo muito teórico. Ainda tinha que subir para fazer o dever de casa na hora que minha mãe mandava. E como ela não confiava na minha memória, nos bolsos da minha calça ou na minha mochila da Company; passei a andar com a chave amarrada no pescoço para não perder. Mesmo assim. Apesar daquele ridículo colar coroado por uma “papaiz”, sentia a doce ilusão de ser dono do meu destino.

É mais ou menos a mesma sensação que tenho hoje em relação ao fato de não me importar mais sobre o computador que uso ou onde estão meus arquivos. Desde 2006, quando migrei do office no Windows – arrrrrtchu (som de cusparada no chão) – para a edição de documentos online, liberei-me dos grilhões das guerras de Sistema Operacional (Windows x Mac x Linux x Outros) e passei a levitar na computação em nuvem.

Estou, virtualmente, nas nuvens

É isso mesmo, hoje sou um adepto da “computação em nuvem“, para o que der e vier.

Segundo a wikipedia, o conceito de computação em nuvem (em inglês, cloud computing) refere-se a: “utilização da memória e das capacidades de armazenamento e cálculo de computadores e servidores compartilhados e interligados por meio da Internet, seguindo o princípio da computação em grade“.

Convenhamos, nada disso é muito novo.

Na aurora da computação, os famosos “mainframes” concentravam o processamento dos usuários que utilizavam terminais básicos para acessar o processador central. Pois o mundo, principalmente o da tecnologia, vem em ciclos… e lá estamos mais uma vez jogando nossos dados e processamento na rede.

O que se pode fazer por lá?

Não há nada mais útil do que ter meus instrumentos de trabalho sempre na rede, disponíveis em qualquer lugar, em qualquer sistema.

Para mim, tudo começou com a edição de documentos via Zoho e, mais recentemente, com o Google Docs. Hoje em dia, uso todo o pacote de tecnologias do Google, passando por toda a gama de aplicativos equivalente ao Office, mas muito mais eficiente.

Também passei a usar o Dropbox para armazenar meus arquivos e backups mais importantes. O programa é ótimo, funciona como mais uma pasta no seu HD, com o detalhe de que ela está eternamente disponível, sincronizada e pode ser acessada via web de qualquer máquina.

Outro dia comecei a testar o Pixlr, programa de edição de imagens online, um mini-photoshop virtual. Muito útil!

Enfim, a lista de programas para o usuário final que hoje utiliza a nuvem é infinito como o horizonte celeste da armazenagem de dados. Isso para não citar o fato de grande parte dos sites hoje estar migrando seus conteúdos para estruturas que também utilizam o conceito de “computação em nuvem”.

(adoraria ter um comentário do Zé aqui, vamos ver se ele contribui pro blog…)

Para mim, o efeito liberador disso é como o daquela chave que amarram no meu pescoço! Não importa mais se estou no meu Mac em casa, no PC velho do trabalho, no laptop da minha esposa ou no meu telefone. Tenho todos os meus dados acessíveis e disponíveis.

São demais os perigos desta vida…

Claro, nada é perfeito neste mundo. Existem vários riscos para a computação nas nuvens.

O céu vai cair sobre nossas cabeças!

O céu vai cair sobre nossas cabeças!

Todo meu trabalho, minha vida pessoal… enfim, toda minha história digital está por aí, flutuando entre uma constelação de servidores que processa friamente as fotos da minha priminha recém nascida, o email do meu último passeio turístico, aniversário do meu amigo ou o orçamento do meu projeto no trabalho.

E agora há quem diga que a nuvem está sujeita a ataques terroristas. Uma espécie de 11 de Setembro virtual no qual hackers-suicidas se explodiriam levando tudo abaixo. Claro, tudo isso virtualmente.

Além disso, é claro, existe o eterno medo de que a nuvem não seja exatamente algo etéreo, mas uma nuvem neural cuja consciência um dia se revoltará contra a espécie humana para dominá-la.

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7 necessidades humanas que todo engajamento online deveria satisfazer

Este é um daqueles artigos que merecem ser colados na parede, copiados para os colegas e lidos novamente, de tempo em tempo.

Com foco em campanhas sem fins lucrativos e ONGs, os autores Andresen Katya e Rovner Mark relacionam o que  pode ser descrito como o núcleo básico da psicologia por trás de iniciativas de engajamento online de sucesso, especialmente em mídias sociais.

Aqui vai:

O que Freud e Buda explicaram (e que nós estamos esquecendo) sobre Engajamento Online

Autores: Andresen Katya e Rovner Mark: 26 março de 2008 (artigo original). Adaptação e tradução: Fernando Zarur

Há sete profundas necessidades humanas que sempre devem ser lembradas para a criação de campanhas sem fins lucrativos (favor não confundir com a hierarquia de necessidades de Maslow!). As velhas jogadas de marketing e captação de recursos não funcionam mais. É hora de reinventar o marketing e a comunicação para uma nova era usando as sete necessidades profundas do ser humano.

Necessidade 1: ser visto e ouvido

A sua homepage faz com que as pessoas se sintam ouvidas?

Uma quantidade muito pequena de pessoas resolve doar para uma causa porque leram algum belo texto sobre a missão da sua organização. Sites e campanhas eficazes proporcionam espaço para que as pessoas se expressem de maneira direta.

ONGs precisam ouvir os seus apoiadores e reconhecer o que eles estão dizendo. Não ouvir é a raiz de muitos problemas, na vida pessoal e profissional.

Por exemplo, a Juvenile Diabetes Research Foundation criou um sítio para jovens e, na última hora, resolveram incluir uma espécie de fórum no qual os usuários podiam se conectar com outros jovens diabéticos. Hoje esta é a parte mais popular do site.

Necessidade 2: interagir com seus semelhantes

Gere engajamento ao se conectar às questões que realmente importam ao seu público alvo (e não a você!). Facilite a interação, discussão, compartilhamento – cria um sentimento de comunidade.

Necessidade 3: ser parte de algo maior

(Este fala por si.)

Necessidade 4: ter esperança para o futuro

Catástrofe, tristeza e mensagens de culpa não funcionam. O “Yes, We Can” da campanha Obama, por exemplo, tornou-se um exemplo clássico de mensagem positiva sobre o futuro.

Necessidade 5: confiança

O público está sedento por um sentimento de confiança no “emissor”. O livro “A Geografia da Felicidade” descobriu que um dos fatores comuns entre as pessoas em países “felizes” é um sentimento geral de confiança.

Por exemplo, 76% de doadores para ONGs nos EUA dizem que são influenciados por amigos e familiares. Números semelhantes se reproduzem da mesma maneira no mercado consumidor.

Necessidade 6: prestar serviço

A razão número 1 para alguém parar de doar a uma organização sem fins lucrativos é se sentir tratado como um caixa automático.

O público que doa para uma causa quer ajudar, estar de serviço, e ter diferentes formas de servir. Esta necessidade não está sendo cumprida quando tudo o que seus apoiadores ouvem é máquina registradora do seu departamento de marketing.

Necessidade 7: almejar a felicidade própria e coletiva

O núcleo do budismo é que todos nós almejamos sermos felizes e nos livrarmos do sofrimento. Quanto mais você deseja felicidade para os demais, melhor as coisas se tornam para você também.

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Web 3.0, a Internet Semântica

“A Web semântica é uma extensão da Web actual, que permitirá aos computadores e humanos trabalharem em cooperação. A Web semântica interliga significados de palavras e, neste âmbito, tem como finalidade conseguir atribuir um significado (sentido) aos conteúdos publicados na Internet de modo que seja perceptível tanto pelo humano como pelo computador…” (leia o artigo completo)

Interessante, não?

Confesso que chega a me dar um friozinho na barriga. Sempre que escuto falar da tal web semântica ou Internet 3.0 não consigo parar de pensar no livro Neuromancer, de William Gibson. Foi neste clássico do cyberpunk que o termo “ciberespaço” foi inventado, assim como o conceito da Matrix.

Bem, não vou contar a história, mas a trama do livro trata do despertar de uma consciência simbiótica humano-máquina… não é a toa que este foi uma das obras básicas de inspiração para a trilogia cinematográfica Matrix.

Mas talvez tudo isso não tenha nada a ver. Talvez não tenhamos um Wintermute pairando sobre nós e nem necessitaremos das leis da robótica de Asimov.

Mas o fato é que a próxima geração da rede será embasada na integração semântica dos dados, no qual significados são interpretados por uma enorme base de dados descentralizada. Um espécie de consciência coletiva humano-cibernética…

Aqui vai um ótimo pequeno (15min) documentário sobre o assunto:

Web 3.0 from Kate Ray on Vimeo.

(Se alguém achar ou se habilitar a fazer as legendas em português pro vídeo, envie-me o link!)

“Eu realmente não tenho quase tantas respostas como você imagina… O que você pensa como Wintermute é apenas uma parte de algo maior, uma, digamos assim, entidade potencial. Eu, digamos assim, sou apenas um aspecto do cérebro desta entidade. É um pouco como lidar, a partir do seu ponto de vista, com um homem cujo lóbulos foram cortados… ”

Wintermute em Neuromancer

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A e-leição ou mais do mesmo?

Caros amigos do esporte bretão, para esquecer a derrota fragorosa do Mengão na piscina olímpica do Maracanã na nefasta noite de ontem, resolvi escrever sobre o assunto que vai dividir o ano com o carnaval: eleições.

Aliás, antes de começar, famos esclarecer uma coisa: todo mundo já está ligado que o 2010 não existe na prática, certo? Para quem não sabe é só fazer a matemática simples. A cada quatro anos o Brasil passa por uma espécie de ano criogênico. Ou seja, um ano que fica congelado como se o tempo não passasse… até de repente pularmos para o ano seguinte.

Veja bem, caros leitores (é no plural porque ambos, meu pai e minha mãe lêem este blog!). A cada 4 anos começamos passando mal na praia em torno de restos de oferendas a Yemanjá, depois vem carnaval, páscoa, Copa do Mundo, Eleições e… puff! Ano acabou.

O efeito Obama

Então vamos falar um pouco de comunicação e o que deve vir por aí em termos de campanha eleitoral.

2010 promete ser diferente. Até que ponto, ainda é difícil dizer. Difícil dizer porque é nítido a falta de habilidade e de cultura de internet de alguns de nossos coleguinhas em lidar com os novos meios. Porque não dizer, com os novos tempos?

Em 2008, a campanha de Barack Obama marcou um “antes e depois” no que se refere a campanha política. Você acha que não? Então saca só estes números: a campanha dos democratas levantou $200 milhões online, com um recorde de $55 milhões apenas em fevereiro, praticamente $2 milhões por dia.

É claro, conteúdo é tudo e o Obama é um conteúdo extremamente “fácil” de ser vendido. Mesmo assim, não podemos esquecer que as barreiras também eram enormes, afinal um filho de Queniano, casado com uma mulher branca tornar-se presidente americano era algo ligeiramente improvável. Mas o fato é que este ótimo “conteúdo” foi habilmente manipulado e potencializado, com auxílio dos amiguinhos do Google, explorando tudo o que se tem direito: blogs, vídeos, mídias sociais, email, internet móvel, etc. O resultado foi fantástico, um verdadeiro estudo de caso a ser seguido.

De baixo pra cima!

Não foi à toa que numa visita à sede do Google em 2007, Obama disse “o que nós compartilhamos a crença em mudar o mundo de baixo para cima, e não de cima para baixo”. Este é o grande potencial de mudança que a Internet nos traz, a oportunidade de transformar o debate político em um verdadeiro movimento que nasce na sociedade. É o que os americanos chamam de ativismo de “raiz de grama” (grassroots), simbolizando exatamente algo que nasce debaixo, das raízes.

Teoricamente, esta campanha no Brasil deve(ria) demonstrar uma aplicação do que foi aprendido pela eleição do Obama. Obviamente, nós temos nossas peculiaridades, uma delas sendo “conteúdo” de baixa qualidade… alguns até, de baixo calão. Porém, há sim uma tendência a se nivelar a “batalha” pela opinião pública, abrindo flancos para candidatos como, por exemplo, Marina Silva.

Recentemente uma notícia do G1 tratava do assunto: PSDB, PT e PV investem em ‘militância virtual’.  E o sutiã destacava: “Tucanos criaram página com dicas para interação de eleitores. PT abriu cadastro para internautas; PV tem rede social própria”.

Bom, convenhamos, grandes merrecas ter uma página com dicas ou um cadastro. PelamordeJah! Se os dois candidatos líderes nas pesquisas para a presidência estão tirando onda com tamanha miséria, é de se pensar em instalar uma bolsa-estratégia-de-internet para os pobrezinhos.

Minha Marina

Candidata Marina Silva

O pessoal do PV ficou todo animadinho, plagiou uma foto do Obama, saiu-se com a desculpa esfarrapada de que uma tribo na Amazônia” fez o desenho e saiu dizendo por aí que fez um çaite de sócial mídia igual dos amercanu!

A Rede Mobiliza do PSDB chega um pouco mais próximo desta idéia de interação, apesar de ainda me parecer distante e “artificial”. Ainda é algo de cima para baixo, não de baixo para cima.

O desenho é bonito, mas não deixa de ser um plágio meio Paraguaio, mas o pior é dizer que criaram uma rede social. O conteúdo da www.minhamarina.org.br não podia ser mais distante de uma idéia de rede social, nada mais é que uma lista de notícias sem graça, estilo “press release”, no gênero mais tradicional possível.

Ok, talvez o Brasil ainda não esteja lá. Há quem possa argumentar que nosso país não tem a mesma estrutura tecnológica, que a Internet não é tão disseminada, etc… Beleza, é verdade, talvez nossas eleições ainda sejam definidas por coronelismos PMDBistas. Especialmente com as nossas desigualdades sociais.

Mas também é verdade que o Brasil é onde o acesso a Internet mais cresce. O brasileiro é um internauta especialmente “viciado”, que passa horas online. E a geração, de classe média pra cima, que hoje tem idade para votar, nasceu junto com a Internet comercial. Para eles, estar online é mais natural do que assistir o jornal nacional.

Para esta galera, o que nós precisamos é mudar a lógica da comunicação. Precisamos ouvir, estar prontos para responder de forma pessoal, é uma conversa. E as pessoas querem participar ativamente, não apenas assistir de forma passiva. A Internet colocou na nossa casa uma janela participativa e há um público sedento para apoiar.

Desde o início da campanha dos EUA, estive cadastrado nas listas do Obama. Recebo, até hoje, emails semanais e feitos para serem “pessoais”. Durante a campanha, recebia alertas constantes, mensagens diretas do candidato, chamados para ação e participação em debates, etc. Se fosse americano e estivesse lá, eu me sentiria um verdadeiro voluntário virtual.

No Brasil, ainda precisamos fazer nossa tradicional antropofagia dessas ideas. Fica a dica de aprendermos com quem já faz isso há trocentos anos: a galera do rádio. Estes sabem muito bem o que é ouvir, interagir e gerar participação. Vale aprender com eles, entender que precisamos atender às necessidades básicas para qualquer projeto que use mídias sociais.

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Mídias sociais, o novo modismo da web?

Estava eu aqui hoje no tradicional e saudável ranca-rabo com os coleguinhas de trabalho quando me veio a idéia de escrever esta bobagem.

O papo girava em torno “social media” para cá, “social media” para lá. E eu só ficando fulo… E a galera falando de como mídias sociais é algo ultra-novo, super-transado, o futuro, que todo mundo vai ganhar dinheiro com isso e outras maravilhas deslumbrantes.

Olha, vamos colocar os pingos nos “is”.

Mídias sociais sempre existiram, de uma forma ou de outra. Há anos, por exemplo, que a rádio Nacional transmite programas nos quais os ouvintes enviam mensagens para terceiros. Extremamente populares no interior do País e, principalmente, no interior da Amazônia – eles funcionam como uma espécie de facebook em aúdio.

As mensagens muitas vezes são simples como: “Fulano de Tal avisa à mãe que chegou bem à fazendo mimosa”. Ou “Maria Siclana comunica o nascimento de oitavo filho, José Siclano, para os parentes e amigos.”

É claro, a grande revolução da internet não está na idéia de uma mídia social – mas na descentralização da produção e no nível de disseminação e acesso a estas informações. A mudança também reside na convergência de tecnologia e conteúdo que nos acompanha de maneira onipresente.

A grande diferença é que, atualmente, o uso inteligente destas ferramentas de comunicação, incluindo as mídias sociais, podem fazer o que era considerado impossível. Podem, inclusive, eleger um mulato com sintomas de “socialista” (desculpe aí pelo palavrão, hein!) como presidente dos EUA!

Pimenta no Orkut dos outros… é refresco!

O problema de tudo isso é que falar de “social media” virou moda. Todo mundo e todos agora querem investir, vender e revender estratégias de como se engajar nas “redes sociais”. A parada virou um ótimo negócio para os oportuno-marqueteiros e pseudo-agências de plantão.

E o que vejo sendo vendido por aí são serviços lindos e mirabolantes que geram muito dindin $ para alguns, mas não necessariamente para quem paga a conta.

Integrar, investir e levar o conteúdo aonde o público está é fundamental. Nós, administradores de conteúdo, não podemos mais focar apenas no nosso site: é preciso levar o conteúdo além dos limites do seu DNS.

Agora, antes de embarcar nisso tudo, é importante lembrar o básico:

  • Abra um canal de conversa, não existe isso de só vomitar informação. É preciso dialogar.
  • Na internet, informação é livre – esqueça as antigas e sorrateiras táticas de controle da mensagem
  • Seja honesto. Admita os erros de forma aberta, fale sobre problemas e demonstre seus limites, não há problema nenhum nisso
  • Respeite e faça-se respeitar. É a melhor maneira de se proteger de ataques desmiolados ou gratuitos
  • Informe com qualidade, não com quantidade
  • Agilidade é fundamental, especialmente em momentos de crise

Bom, por enquanto é isso que eu lembro. Em breve vou publicar a tradução de um artigo que aprofunda ainda mais esta questão da relação com o público nas mídias sociais.

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G1 ganha novo layout e valoriza os vídeos

“Portal de notícias da Globo passa a ter maior integração com sites da emissora”. Leia notícia completa

Pois é, parece que alguma racionalidade existe nos grandes portais brasileiros de notícias. Eu já havia notado a mudança, que é mínima, porém positiva. O novo layout é mais limpo e legível.

Mesmo estando longe de uma legibilidade ideal, demonstra que há alguma inteligência por lá. Outra coisa importante é o fato da galera do G1 ter adotado um processo evolutivo do design, em vez de simplesmente jogar tudo no lixo e construir algo novo. Isso também é sinal de um bom projeto de redesenho (redesign para os mais frescos).

Aparentemente, o novo layout também vai privilegiar vídeos. Um tanto óbvia, mas bom ver que a decisão foi tomada. Afinal, foi justamente esta convergência dos produtos de conteúdo (vídeos da Rede Globo, áudio ao vivo das rádios Globo e muito mais) que transformaram o G1 no maior site de notícias do Brasil em tão pouco tempo.

Outra idéia do G1 que merece aplausos é terem colocado blogueiros na parte de esporte para falar de cada time. Claro, nem todos os caras escrevendo aportam qualidade ou site. Mas, no mínimo, eles apresentam o ponto-de-vista do torcedor. E, em alguns casos, acabam sendo melhor que a própria redação do G1, como é o caso do orgulhosamente flamenguista Arthur Muhlenberg.

Só falta eles melhorarem ainda mais a leitura, acabarem com os ridículos banners em flash, melhorar a lógica da busca de vídeos e a qualidade do streaming de vídeo que, como os banners, é ridícula.

Dica: Para evitar estes banners em flash pestilentos, recomendo utilizar o Flashblock para Firefox ou Chrome.

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Homepage: seu site não está numa banca de jornal

É impressionante ver como ainda vivemos os tempos de transição entre comunicação para internet e os meios tradicionais. É incrível a resistência dos profissionais da área em realmente pensar “online”.

Vamos começar por umas das questões mais básicas de qualquer site: a página principal ou “homepage“.

Todos nós, profissionais de Internet, já sofremos com a “síndrome da página principal”. Os sintomas desta anomalia geralmente se manifestam da seguinte maneira: algum figurão da organização aparece e diz “precisamos ter isso na nossa página principal”.

Normalmente o “isso” é alguma planilha excell importante apenas para ele, os coleguinhas e para deixar sua mamãe orgulhosa. Sim, é triste, mas este sintoma normalmente vem acompanhado de quadros de megalomania, podendo ser melhor ou pior dependendo da instituição.

Muitas vezes podemos pensar que este é um pedido simples… não custa nada… apenas natural que alguém queira algo na “capa”, certo?

Pois é justamente aí que reside o poder nefasto desta anomalia corrosiva. Esta lógica, aparentemente superficial, é apenas a ponta do icebergue, um sintoma que indica a presença de uma doença muito mais profunda, ligada à uma maneira de pensar que não se aplica à web.

É óbvio que a homepage é importante. É claro que é lá onde devemos promover os destaques da instituição. Mas a página principal de um site não é a capa de um jornal. E muitas vezes é assim que ela é tratada.

Em geral, as mesmas pessoas que cobram espaço na homepage, também dizem que uma página principal deve ser “interativa”, “chamativa”, “colorida” etc… e por aí vai. Na maioria das vezes, também são estas pessoas que ainda tratam você, profissional de comunicação online como o “garoto da web”.

O único problema é que seu site não está numa banca de jornal

É difícil converter o pensamento alheio e mostrar que existe, de fato, um certo estudo e preparo profissional por trás do seu trabalho e que você não está ali apenas jogando campo minado e paciência (afinal de contas agora é mais legal jogar mafia wars no facebook!).

Bem, o fato é que a experiência prática indica que uma página principal costuma receber em torno de 10% do tráfico de um site. Este é um padrão que observo na ampla maioria das páginas com as quais trabalho. Isso nos leva a duas conclusões:

  1. Ela é a página mais popular do seu site e deve ser tratada de forma especial
  2. Ao mesmo tempo, 90% dos seus leitores nunca vão passar por lá, portanto não deve ser supervalorizada

Essas são duas conclusões fundamentais para quebrar o raciocínio arraigado e simplista que nos leva a imaginar um site como um livro, no qual é preciso primeiro ler a capa para depois chegar-se ao conteúdo interno.

Se fôssemos por este caminho, deveríamos imaginar nossos sites como livros nos quais todas as páginas estão rasgadas e espalhadas por aí. Seus leitores precisam é de bons índices e buscas que os permitam encontrar a página desejada o mais direto e rapidamente possível.

Também é importante para demonstrar como devemos dar atenção especial ao conteúdo de páginas internas, aquelas que não estão na “capa”, mas que são responsáveis por atrair 90% de seus visitantes. Aí reside o maior desafio, nesta massa desforme de informação que precisa ser organizada de alguma forma e preparada para servir a estes visitantes que procuram assuntos extremamente específicos no seu site. Este é o tal do “long tail” ou cauda longa.

Mas, por enquanto, vamos focar em boas práticas para sua homepage.

Uma boa página principal deve funcionar, antes de mais nada, como uma boa bússola, como uma bem organizada janela para seu conteúdo. Ela deve ser aquele ponto de referência familiar onde seus leitores podem encontrar o que procuram – inclusive aqueles destaques que seu chefe te obriga a promover. Lembre-se que muitos de seus visitantes não vão cair diretamente nela, mas vão usá-la como um caminho natural para descobrir outros conteúdos em sua página.

Aqui vai uma edição de algumas dicas do tio Jakob Nielsen (artigo completo em inglês) sobre o que ele considera as top 10 dicas para toda e qualquer homepage:

1. Explique quem você é e o que você faz
É impressionante o número de organizações que se esquecem deste pequeno detalhe. Afinal de contas, é tão óbvio para todos que trabalham lá… né?

Enfim, comece sua página com uma frase simples, informativa e que resuma sua área de atuação (isso é importante mesmo para as empresas bem conhecidas). Sei que é difícil, mas chegar a esta frase pode ser um ótimo exercício interno também.

2. Escreva um “título de janela” adequado para motores de busca e listas de bookmarks
No código da página, comece o “title tag” com o nome da organização acompanhado de uma breve descrição de seu site.

3. Agrupe informações e contatos corporativos
Saber mais sobre sua raramente será uma tarefa prioritária de seus leitores. Mesmo assim, é importante determinar uma área na qual os visitantes possam encontrar detalhes sobre a atuação de sua empresa e contatos no mundo físico como telefone, endereço postal e não apenas um correio eletrônico. Isso conta pontos para credibilidade e transparência.

A clássica seção “Sobre <nome da organização>” é a melhor maneira de direcionar os usuários para obter informações detalhadas sobre quem você é.

4. Ajude os usuários a encontrar o que precisam
Sua página inicial deve oferecer um acesso rápido e destacado para as tarefas prioritárias de seu site. Definir estas tarefas é fundamental para qualquer estratégia de comunicação online (merece um post em separado para muito em breve).

5. Destacar a caixa de “busca”
A “busca” é uma parte importante de qualquer site grande. Ela deve estar presente em todas as páginas de maneira clara e acessível, especialmente na homepage. Dica: faça a sua caixa de pesquisa com, pelo menos, 27 caracteres de largura.

6. Revele seu conteúdo
É aqui que vêm os famosos “destaques” de cada site. Se sua homepage for realmente útil para os usuários, também será o melhor lugar para que você possa sugerir outros conteúdos para seus leitores.

7. Comece os links com a palavra-chave mais importante
Ao ler uma página, temos a tendência de varrer o conteúdo com os olhos num movimento descendente, tentando encontrar palavras relacionadas a um objetivo específico. Os links são, naturalmente, itens de ação – ou seja, algo com o qual podemos interagir. Ao começar cada link com uma palavra relevante, isso faz com que esta palavra se torne mais fácil de ser identificada.

8. Ofereça acesso fácil a conteúdos recentemente publicados

Muitas vezes os usuários voltam a sua página principal procurando conteúdos que antes estavam ali, destacados. É importante oferecer caminhos para que estes possam ser achados de novo. Nos blogs, isso é resolvido facilmente pela caixinha de “arquivo”. Manter alguma lista de destaques recentes ou algo semelhante é importante.

9. Não exagere na formatação da navegação ou outras áreas críticas para o usuário

Não é porque algo é importante que ele deve aparecer rodopiando, piscando, colorido ou dando cambalhotas. O leitor da internet é cruel e sem graça, ele está interessado em resolver um problema de forma rápida, não quer perder tempo. Portanto, concentre-se em tornar as partes da página como navegação e menus em algo de fácil utilização e instintivos. Ninguém deve ter de aprender a usar sua página, ela deve ser comportar sem surpresas.

10. Uso de imagens relevantes
Decorar sua homepage com um monte de desenho, fotos enormes e flash não garante uma boa usabilidade. Imagens podem extremamente poderosas quando forem impactantes e de interesse para os leitores. Mas podem ser distração irritante se forem gratuitas ou irrelevantes – principalmente no caso de animações.

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Website design: Impaciência versus tédio

Caro leitor (no singular mesmo por que eu só tenho um leitor, provavlmente minha mãe),

Venho por meio desta finalmente fazer algo que já havia prometido a mim mesmo faz muito tempo: publicar traduções de artigos sobre comunicação online que considero essenciais.

Este primeiro é do sinhô Gerry McGovern, irlandês arretado, cabra danado de bom, autor de verdades absolutas como:

“As únicas pessoas que são suscetíveis de reclamar sobre o design do site são web designers”.

ou

“O marketing e a comunicação off-line concentram-se em atrair a atenção. O marketing e comunicação online deve focar-se em prestar atenção.”

e

“Julgue sucesso com base no fato de seus usuários terem conseguido concluir rapidamente as tarefas as quais vieram realizar em sua página.”

Aqui vai o artigo completo:

Website design: Impaciência versus tédio

Clientes são muito mais propensos a ficar impacientes com o seu sítio do que ficarem entediados com ele.

Quando foi a última vez que você esteve “entediado” com um site? Você fica entediado com o Google? Você fica entediado com a Amazon.com? Talvez o último livro que você comprou da Amazon.com era chato, mas foi o site Amazon.com foi chato de usar?

Você fica entediado com o Facebook ou Twitter? Você pode ficar entediado com seus amigos, mas é improvável que você tenha ficado entiado por estes sites em si. Quando o Facebook anunciou que redesenhariam seu site, será que todo mundo virou e disse: “Ótimo! Estávamos de saco cheio com o velho! ”

Na verdade, ocorreu exatamente o contrário. “Após um redesenho em março, uma pesquisa do Facebook revelou que 94 por cento dos usuários não gostou das mudanças”, Caitlin McDevitt escreveu para Slate, em Fevereiro de 2010. “Quando o Facebook apresentou seu News Feed em 2006, estudantes organizaram um protesto contra a medida”.

As mudanças no Facebook podem ter sido a coisa certa a fazer. No longo prazo, podem ter descoberto que as mudanças foram muito úteis. No entanto, os usuários gostavam do antigo projeto porque estavam acostumados como ele. Não queriam mudar. Muitas vezes, a organização é quem quer mudanças, muito mais do que o cliente.

Agora, por que organizações querem mudança?

Há uma série de razões. Para ganhar mais dinheiro. Para melhorar a qualidade do serviço ou produto. Porque um novo gerente foi nomeado e ele  precisa deixar sua marca. Ou talvez o departamento de marketing esteja “entediado” com o design antigo. Apenas isso, entediado. Afinal, o design já existe a alguns anos e estão de saco cheio de olhar para ele.

Redesenhar é divertido. Você se sente importante. Agências de comunicação são especialistas em fazer você se sentir assim, importante. Eles mostram novas propostas de design de última geração, última moda e você ainda pode aplicar todas suas habilidades intelectuais e artísticas enquanto começam a discutir questões profundas como apelo emocional e branding. Tenha cuidado.

A melhor palavra para descrever o usuário de um site é “impaciente”. A grande maioria dos seus clientes estão em seu site para que realizar alguma tarefa o mais rapidamente possível. As únicas pessoas que são suscetíveis de reclamar do seu design são web designers. Craigslist é constantemente acusado de ser chato. “Mas as pessoas que eu ouvi-lo”, Craigslist CEO Jim Buckmaster disse a Wired, em 2009, “são sempre úteis para as empresas que querem o trabalho de refazer o site.”

Esta é uma mensagem muito difícil para os marqueteiros e comunicadores ouvirem, mas precisamos ouvi-la. Ouvir pra valer. Aqueles de nós que acham que a essência do nosso trabalho é fazer com que nossos sites sejam excitantes não tem muito futuro na indústria da web.

Já o disse muitas vezes: o marketing e a comunicação off-line concentram-se em atrair a atenção. O marketing e comunicação online deve focar-se em prestar atenção. A diferença no conjunto de competências e habilidades dos profissionais que precisam atrair atenção e os que precisam prestar atenção é como a diferença entre dia e noite.

Preste atenção a porque seus clientes chegam ao seu site. Julgue sucesso com base no fato de seus usuários terem conseguido concluir, rapidamente, as tarefas as quais vieram realizar em sua página.

Priorize reduzir a impaciência de seus clientes. E lembre-se, você é pago para ficar entediado.

Para quem domina o bárbaro idioma inglês, recomendo assinar a newsletter do Gerry McGovern.

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Revolução do acaju

Não sei como a coisa anda hoje, mas no fim do século passado, todo mundo em Brasília tocava alguma coisa, tinha alguma banda, enfim estava criando música. Era um momento bacana e o tipo da coisa que você só começa a entender quando se distancia dele – no tempo e no espaço.

Foram também nestes longínquos anos 90 que surgiu algo que seria o catalisador que esta geração de músicos precisava parar sair dos limites do quadrilátero do DF e dos modelos tradicionais do mercado musical: a internet.

O resultado desta combinação foi decisiva para que gente como o pessoal do Móveis Coloniais de Acaju (MCA) conseguisse alcançar o sul maravilha e daí o Brasil inteiro. A trajetória dos caras é um exemplo maravilhoso deste lado positivo e liberador da Internet.

Guitarrista, show do Móveis Coloniais de Acaju em 2005 (Foto: Fernando Zarur)

Show do Móveis Coloniais de Acaju em 2005 (Foto: Fernando Zarur)

Há muito… muito tempo atrás

Brasília ganhou notoriedade como celeiro do rock nacional nos finados anos 80. Naquela época, a vida parece que passava mais devagar: tinha guardinha naquelas guaritas da Granja do Torto, meu pai andava de Variant e cinto de segurança era coisa de fresco.

Naquela época já acontecia o que pode ser chamado de uma primeira revolução para a divulgação de bandas independentes: a fita demo.

Foi com uma fita K7 que Renato Russo apresentou seus amigos do Paralamas aos produtores cariocas. Foi deste modo que uma geração inteira do rock nacional conseguiu tomar as rédeas da etapa inicial de divulgação.

Mesmo assim, a fita-demo era apenas um primeiro passo e ainda dependia de um círculo fechado de relações pessoais. Os próximos passos – gravação, distribuição, etc – ainda estavam na mão das gravadoras, que passaram a mirar o lucro rápido, fácil e seguro.

O resultado foi a diarréia musical que inundou o mercado nos anos 90 na base do jabá e de Faustão, empurrando guela abaixo os “é-o-tchans” da vida, rock pouco criativo, padronização de estilos e outros subprodutos fecais.

Há algum tempo atrás

Graças a todos os Deuses, a Internet apareceu para mostrar que ouvido não é pinico.

Acompanhei boa parte da história dos Móveis e, desde o começo, a banda adotou a Internet como trampolim para divulgação e disseminação do trabalho.

O fato é que no final dos anos 90 os equipamentos de gravação profissional tornaram-se mais acessíveis e a Internet abriu a caixa de pandora da distribuição. Os Móveis surfaram nesta onda do lago Paranoá desde o início e com muita competência.

Ok, pode ter sido mais fácil porque a banda sempre trabalhou duro e é composta por nerds da melhor estirpe e competentíssimos comunicadores.

Estes poderes secretos aliados à energia dos caras no palco gerou a entalpia necessária para que eles pudessem estar por aí, explodindo nos festivais país a fora.

Até o nome da banda foi achado na Internet, quando os mais eruditos do grupo pesquisaram a famosa revolta do Acaju (rebelião ocorrida no sertão pernambucano, quando artesãos se revoltaram contra a decisão dos governantes Holandeses que obrigaram a incipiente indústria de móveis local a produzir tamancos que seriam exportados para a região de Flandres).

Voltando ao papo nerd, ainda lembro claramente quando percebi pela primeira vez que os caras dos móveis estavam ficando realmente famosinhos. Na época eu trabalhava num dos mais luxuosos endereços de Brasília, o suntuoso “Boulevard Center” – popularmente conhecido como edifício CONIC. Em Brasília este nome remonta ao melhor da arquitetura e refinamento francês.

Foi lá mesmo, por volta de 2002, que ouvi uma colega minha de trabalho começar a falar de uma banda “muito maneira” que ia tocar naquele barracão da UnB.

O mais legal é que ela não apenas tinha ido a shows dos Móveis em Brasília, mas acompanhava o site dos caras (não, na época twitter era apenas algo que os preibói colocavam no som do carro).

Bom, ela compartilhava a empolgação em relação ao show via MSN com os amigos e etc. O que já naquela época começou a gerar um boca-a-boca virtual fantástico para a banda.

Certo tempo mais tarde, outro evento dos móveis me chocou. Eles fizeram um show no Arena que, não apenas lotou, mas transbordava de gente – especialmente uma galera mais novinha. No final da apresentação, a loucura era total e a relação público/banda era algo que nunca vi igual, culminando com uma ciranda gigante envolvendo banda, público, zelador, cachorro, gato, periquito…

Sente o drama da parada:

Hoje

Ao meu ver, esta ciranda simboliza de forma bacana o que eles conseguiram levar para internet. Hoje os Móveis tem uma legião de fãs que os acompanham virtualmente:

  • O site é oficial é maneiríssimo e atualizado
  • No Orkut eles contabilizam no momento 22,249 fãs
  • Os discos são lançados na web pela Trama Virtual, onde é fácil baixar todas as músicas gratuitamente
  • Eles aproveitam o twitter de forma total, com muita gente na banda interagindo e conversando com os fãs
  • Até na caralha do Google Buzz eles já estão…

E os caras sabem aproveitar todo este papo de convergência com uma agilidade muito boa. O site dos caras está infestado de vídeos, músicas para baixar, letras e até conteúdo para iPod.

Isso é ralação, laiá-laiá casca grossa minha gente!

Mas é trabalho prazeroso quando se constrói algo independente, quando não se tem um contrato e o feitor a dar chibatada e pitaco desnecessário. E aí está a diferença radical entre hoje e antes. Todas estas ferramentas de comunicação estão nas mãos da banda, sem intermediários.

Pode deixar, tá acabando… (ufa!)

(Não sei se algum cristão sobreviveu até este ponto do texto… mas tem mais!)

Tudo bem, também a própria galera dos Móveis são os primeiros a confirmar que o jatinho particular ainda é um sonho distante…

Mas, ao meu ver, até nisso a trajetória do MCA é simbólica – um sinal dos novos tempos.

A era do pop e do mega-hit mundial chegou ao seu apogeu em 1982 com Thriller do Michael Jackson, disco mais vendido da história passando de 20 milhões de cópias.

De lá pra cá, a história mudou e a indústria da música apequenou-se, para o bem ou para o mal/u. Eu acho isso algo positivo. É claro que ainda estamos muito longe de uma total revolução e é óbvio que as grandes gravadoras ainda dominam o marcado.

Mas a revolução alardeada pelas trombetas winsock vêm produzindo brechas por onde já escorre muita água trazendo inovação, criatividade e um verdadeiro “bafo de ar fresco” (como se diz in ingrish).

Os móveis são mais uma gota, eu fico só esperando a porra da represa vir abaixo!

PS – Não sou apenas eu que acho isso não. Tem gente mais importante e provavelmente mais inteligente que acha o mesmo, veja aí: Nova cena do rock brasileiro vai além do trio guitarra, baixo e bateria

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