Estava eu aqui hoje no tradicional e saudável ranca-rabo com os coleguinhas de trabalho quando me veio a idéia de escrever esta bobagem.
O papo girava em torno “social media” para cá, “social media” para lá. E eu só ficando fulo… E a galera falando de como mídias sociais é algo ultra-novo, super-transado, o futuro, que todo mundo vai ganhar dinheiro com isso e outras maravilhas deslumbrantes.
Olha, vamos colocar os pingos nos “is”.
Mídias sociais sempre existiram, de uma forma ou de outra. Há anos, por exemplo, que a rádio Nacional transmite programas nos quais os ouvintes enviam mensagens para terceiros. Extremamente populares no interior do País e, principalmente, no interior da Amazônia – eles funcionam como uma espécie de facebook em aúdio.
As mensagens muitas vezes são simples como: “Fulano de Tal avisa à mãe que chegou bem à fazendo mimosa”. Ou “Maria Siclana comunica o nascimento de oitavo filho, José Siclano, para os parentes e amigos.”
É claro, a grande revolução da internet não está na idéia de uma mídia social – mas na descentralização da produção e no nível de disseminação e acesso a estas informações. A mudança também reside na convergência de tecnologia e conteúdo que nos acompanha de maneira onipresente.
A grande diferença é que, atualmente, o uso inteligente destas ferramentas de comunicação, incluindo as mídias sociais, podem fazer o que era considerado impossível. Podem, inclusive, eleger um mulato com sintomas de “socialista” (desculpe aí pelo palavrão, hein!) como presidente dos EUA!
Pimenta no Orkut dos outros… é refresco!
O problema de tudo isso é que falar de “social media” virou moda. Todo mundo e todos agora querem investir, vender e revender estratégias de como se engajar nas “redes sociais”. A parada virou um ótimo negócio para os oportuno-marqueteiros e pseudo-agências de plantão.
E o que vejo sendo vendido por aí são serviços lindos e mirabolantes que geram muito dindin $ para alguns, mas não necessariamente para quem paga a conta.
Integrar, investir e levar o conteúdo aonde o público está é fundamental. Nós, administradores de conteúdo, não podemos mais focar apenas no nosso site: é preciso levar o conteúdo além dos limites do seu DNS.
Agora, antes de embarcar nisso tudo, é importante lembrar o básico:
- Abra um canal de conversa, não existe isso de só vomitar informação. É preciso dialogar.
- Na internet, informação é livre – esqueça as antigas e sorrateiras táticas de controle da mensagem
- Seja honesto. Admita os erros de forma aberta, fale sobre problemas e demonstre seus limites, não há problema nenhum nisso
- Respeite e faça-se respeitar. É a melhor maneira de se proteger de ataques desmiolados ou gratuitos
- Informe com qualidade, não com quantidade
- Agilidade é fundamental, especialmente em momentos de crise
Bom, por enquanto é isso que eu lembro. Em breve vou publicar a tradução de um artigo que aprofunda ainda mais esta questão da relação com o público nas mídias sociais.
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